Setembro
The Hacienda, Isabel Cañas (2022)
Gótico mexicano pós-independência: Beatriz enfrenta uma casa hostil e segredos coloniais, onde o terror sobrenatural serve de metáfora para o racismo, a violência de classe e a opressão patriarcal.
A história segue Beatriz, uma jovem que, depois da morte do pai e da ruína da sua família, casa com Don Rodolfo Solórzano e vai viver para a remota Hacienda San Isidro. O que começa como a promessa de segurança e estatuto rapidamente se transforma num pesadelo: a casa parece viva, hostil e determinada a não a deixar partir.
Cañas usa o gótico clássico para falar de raça, classe e género, mostrando como certos horrores sobrevivem a mudanças políticas e continuam a habitar os espaços e os corpos.
The Hacienda combina tensão psicológica com crítica histórica, onde a casa assombrada se torna metáfora de um país construído sobre silêncios forçados e violência não resolvida.
Nota de conteúdo: violência doméstica, abuso psicológico, trauma, racismo, violência colonial e fenómenos sobrenaturais.




