Our Wives Under The Sea
Julia Armfield (2022)
“I used to think there was such a thing as emptiness, that there were places in the world one could go and be alone. This, I think, is still true, but the error in my reasoning was to assume that alone was somewhere you could go, rather than somewhere you had to be left.”
Leah mudou. Meses antes, partiu numa expedição de rotina, mas o seu submarino afundou no fundo do mar. Quando finalmente regressa a casa, Miri, a sua mulher, sabe que algo está errado. Leah mal come e está perdida nos seus pensamentos, vagueando entre os quartos do apartamento, deixando as torneiras abertas dia e noite.
Enquanto Miri procura por respostas, desesperada para entender o que aconteceu debaixo de água, ela precisa de considerar a possibilidade de que a mulher que ama está a escapar das suas mãos…
Esta escolha insere-se na temática Queer Horror, em homenagem ao “Mês do Orgulho LGBTQIA+”.
No R.I.P. Horror Book Club acreditamos que é importante destacar a diversidade dentro do género Terror e o tema é uma forma de honrar e celebrar a literatura de terror de autores LGBTQIA+ 🌈 .
Ao longo dos anos, os escritores LGBTQIA+ têm contribuído significativamente para a Literatura, desde os clássicos, como Oscar Wilde e Virginia Woolf, aos fundamentais para a consolidação deste género literário, como Mary Shelley e Bram Stoker. Estes autores não estavam apenas cientes do sub-texto queer que escorre de cada página dos seus livros: eles mesmos eram realmente queer.
Poderemos afirmar que o Terror sempre foi queer? Para aqueles que não estão acostumados a pensar além das fronteiras heteronormativas da nossa narrativa cultural, esta questão pode ser um pouco polémica.
Lançamos aqui o repto para o debate desta questão, e de outras, na futura tertúlia.




